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Nosso Acervo

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Acervo :

O acervo do Museu Palácio Floriano Peixoto – MUPA é constituído basicamente do mobiliário dos séculos XIX e XX, prataria, cristais e objetos decorativos, de quadros dos pintores alagoanos, como os destacados Luis Silva, Miguel Torres, Lourenço Peixoto e, as magníficas telas do pintor alagoano nascido em, onde hoje é a cidade de Marechal Deodoro, Rosalvo Alexandrino de Caldas Ribeiro, premiado em várias exposições no Brasil e na França e que em número de 21 ( vinte uma ) se encontram distribuídas nas suas diversas dependências.

 

Inúmeras peças valiosas foram paulatinamente, degradadas, “quer por falta de uma conservação científica, e o pior, muito desse rico tesouro simplesmente desapareceu, sem que seus guardiões, os governos estabelecidos no passado, soubessem explicar ( LOUREIRO,06 )”. Portanto, cabe-nos a tarefa de inventariar, conservar, restaurar e proteger o patrimônio resistente e existente no Museu, tornando-o accessível aos visitantes, e transformando-o num equipamento museológico que seja dignatário da cultura alagoense.

 

Os móveis do Palácio

 

Estudante de design de interiores elabora pesquisa sobre as características e período histórico do mobiliário do Museu Palácio Floriano Peixoto

Trabalho sobre os movéis do Palácio.jpg

Arley Fernanda catalogou mobiliário do Mupa e produziu guia imagético com os móveis

Mirella Costa

Embora pouco conhecidas do público, as dependências do Palácio Floriano Peixoto ainda guardam relíquias do mobiliário nacional. Quem já teve a oportunidade de visitar o Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa) conheceu o rico acervo que é considerado patrimônio estadual e agora se torna objeto de estudo.


A aluna do curso de Tecnologia em Design de Interiores pelo Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Arley Fernanda Cavalcante dedicou o ano a pesquisar sobre o mobiliário brasileiro. Ela catalogou o mobiliário do Mupa e produziu um guia imagético com os móveis catalogados. A aluna apresentou seu trabalho nesta quinta-feira (3) à equipe técnica da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

A pesquisa mostra o desenvolvimento e a evolução do mobiliário brasileiro da colonização ao período moderno, reportando-se ao momento histórico da criação de cada móvel.

As informações foram transformadas em fichas de catalogação do acervo, com o objetivo final de ilustrar um catálogo sobre o mobiliário do Mupa. Segundo a estudante, a ficha foi baseada na catalogação do Museu da Casa Lacerda e adaptada às necessidades da pesquisa. Constam na ficha o nome do móvel, o ambiente em que se encontra, descrição, material e elementos decorativos.

O Museu Palácio Floriano Peixoto tem sede no antigo Palácio do Governo, inaugurado em 1902. O prédio serviu de moradia para os governadores do Estado até 2006, quando passou a funcionar como museu para divulgar o acervo lá existente.

 

Salão de Despachos do Palácio Floriano Peixoto

Salão de Despachos do Palácio Floriano Peixoto, contendo exemplar do mobiliário


“Achei muito adequada a iniciativa de mudar o uso do ambiente para utilizá-lo como museu. Desta forma, a sociedade tem acesso a um novo espaço de pesquisa onde há registros de parte da nossa história e cultura”, explicou a pesquisadora.

O museu não funciona em toda a extensão do prédio e o acervo ocupa sete salas mais os corredores principais, que ligam as salas com as escadarias. Há cinco salas no pavimento superior e duas salas no pavimento térreo.

Arley Fernanda Cavalcante explicou que a pesquisa sobre o mobiliário brasileiro oferece suporte para pesquisas futuras sobre o desenvolvimento desta história. “É importante que as pessoas tenham acesso aos estilos de mobiliário, história e conservação dos bens móveis do Museu do Palácio”.

A estudante apresentou um exemplar do catálogo produzido durante a pesquisa, que tem como objetivo a produção de um livro que cataloga o mobiliário do Museu Floriano Peixoto, de forma a se tornar uma literatura acessível a todos.

Durante a pesquisa, foram catalogados 52 móveis no acervo. Arley Fernanda é detalhista na descrição dos móveis. O console, por exemplo, foi catalogado como estilo neorrococó por apresentar elementos assimétricos, formas em losango, amarração em X e os pés em forma de cabriolé.

“É muito gratificante poder contar com estudantes interessados na cultura e história do Palácio. Ainda não temos nenhuma publicação sobre o mobiliário, mas externo meu interesse em ser parceiro na publicação deste catálogo para que ele sirva de bibliografia para o futuro”, disse o secretário da Cultura, Osvaldo Viégas.

O secretário falou do interesse de incluir no catálogo as porcelanas e pratarias para fazer um catálogo oficial do museu.

 

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