Estado de Alagoas

Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

» Página Inicial Sala de Imprensa Notícias 2019 dezembro “A cultura precisa ser vista como fator fundamental e social, pois ela muda vidas”, diz David Junior
02/12/2019 - 11h55m

“A cultura precisa ser vista como fator fundamental e social, pois ela muda vidas”, diz David Junior

Em entrevista exclusiva, ator falou sobre documentário exibido na Mostra Ambiental, apontou a importância da sustentabilidade como fator de mudança para a sociedade e elogiou o Circuito de Cinema

“A cultura precisa ser vista como fator fundamental e social, pois ela muda vidas”, diz David Junior

Era noite do sábado (30), por volta das 20h30, quando David Junior recebeu a nossa equipe de reportagem para uma entrevista. Tranquilo e bem à vontade, ele estava fazendo um lanche com frutas e conversando com o amigo Raphael Medeiros e ao lado da namorada, a também atriz Yasmin Garcez. Os dois chegaram à Penedo na noite da última sexta-feira (29) e, após fazerem uma refeição, partiram para a Sala de Exibições montada na Praça 12 de Abril para, junto às mais de 400 pessoas no local, darem boas gargalhadas com o filme Minha Vida em Marte, com Mônica Martelli, Paulo Gustavo e Marcos Palmeira.

“A gente chegou bem cansados, mas fomos jantar. O David queria conhecer a carne de jacaré, ele ficou desesperado quando soube”, contou Yasmin, entre risos, enquanto ele fazia sinais de aprovação com as mãos, complementando na sequência: “A gente queria ouvir um pouco do Marcos Palmeira quando o filme acabou, mas estávamos muito cansados. Depois que a gente chegou no quarto, eu brinco que a gente não dormiu, a gente desligou”, disse David.

E essa “desplugada” dos dois é puramente compreensível. Do Rio de Janeiro para Maceió, os atores enfrentaram um voo direto de três horas, descendo em Maceió para uma viagem de mais três horas de carro rumo à Penedo, palco do maior evento da sétima arte em Alagoas. No Circuito, mais precisamente como parte da Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental, David participou com filme Cadeia Alimentar, exibido na última quarta-feira (27). Por questões de agenda, ele não conseguiu estar presente no dia, mas foi representado pelo diretor e amigo Raphael Medeiros.

Curta-metragem de 17 minutos, Cadeia Alimentar trata do abuso do homem com a natureza e é inspirado em Atafona. A trama conta com dois personagens em destaque: um pescador com a cabeça de um peixe, vivido por Guilherme Ferraz e um pescador, que explora a natureza, vivido por Mateus Solano. No filme, Junior dá vida a um pastor e, segundo o ator, ele vem pra mostrar que as pessoas têm crenças diferenciadas: “Ele incita que a gente é dono, que a gente tem o direito de possuir a natureza dessa forma. Acha que é um erro a natureza se revoltar contra a gente e que a gente está acima, enquanto que eu acho que o discurso do filme é entender que a gente faz parte e que a gente também é natureza. Que se a gente não tiver uma educação pra lidar com o próximo, que pode ser tanto você quanto essa árvore aqui ao lado, a gente vai sucumbir com ele”, refletiu.

Nesta entrevista exclusiva, que você confere na íntegra abaixo, além de falarmos sobre o curta, David e Yasmin também conversaram sobre outros assuntos. A sustentabilidade, por sua vez, foi uma das palavras de ordem. Os dois ainda falaram sobre projetos futuros, em cinema ou TV, juntos ou separados, e demonstraram a alegria em participar do Circuito Penedo de Cinema. “A cultura precisa sempre ser vista não como agregador, mas como fator fundamental e social. A cultura muda vidas. Saibam que, com esse evento, vocês estão mudando vidas”, disse David Junior.

Deriky Pereira: O Circuito Penedo de Cinema é o conjunto de vários eventos e, dentre eles, a Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental, onde um filme no qual você faz parte, foi exibido por aqui. Conta pra gente como surgiu o convite para esse projeto...

David Junior: Bom, ele – aponta para Raphael Medeiros – disse que ia me pagar muito dinheiro, aí eu falei que ia fazer (risos). Brincadeira, brincadeira. Não, o Rapha é meu amigo de longa data. Quando ele trouxe o projeto, eu já estava iniciando essa minha consciência ambiental de sustentabilidade, a gente já estudava junto sobre essas questões ambientais, então eu achei muito pertinente, principalmente pelo momento social, brasileiro, mundial, enfim, que a gente vive e externar o que a gente está fazendo com o mundo e como a gente está consumindo o meio ambiente, o mundo que a gente vive. Aí, eu topei na hora, quis ser parceiro dele nesse sentido. Na época, tinha acabado de fazer uma novela com o Mateus Solano, ele também é um cara que prega a sustentabilidade o tempo inteiro e ele também topou na hora e a gente foi fazer.

Deriky: Você já tinha feito curtas antes, foi a primeira vez?

David: Não, eu ainda não tinha participado de nenhum curta, mas eu e Rapha, a gente já se namora há um tempo pra trabalhar junto [risos]. A gente tinha trabalhado num projeto de fotografia pela primeira vez, mas quando ele veio com o curta, eu falei: vamo fazer, vamo prestar esse serviço pra natureza e apresentar esse trabalho pra sociedade. Vários parceiros estavam nesse filme, não só o Mateus, mas o Gui [Guilherme Ferraz] que eu conheço há muito tempo, já tenho uma estrada com ele no meio da publicidade e tal, enfim.

Deriky: O filme tem uma discussão do homem com a natureza, teu personagem é um pastor e é como se ele incitasse um confronto entre esses dois mundos…

David: Na verdade, ele mostra que as pessoas têm crenças diferentes. O pastor vem pra mostrar que… Ele incita que a gente é dono, que a gente tem o direito de possuir a natureza dessa forma. Acha que é um erro a natureza se revoltar contra a gente e que a gente está acima, enquanto que eu acho que o discurso do filme é entender que a gente faz parte e que a gente também é natureza. Que se a gente não tiver uma educação pra lidar com o próximo, que pode ser tanto você quanto essa árvore ao lado, a gente vai sucumbir com ele. Em Atafona, eu não vejo que o mar se revoltou. Eu vejo que a gente excedeu o limite e ele só respondeu a isso de igual maneira. Engraçado a gente trazer esse filme pra cá e eu cheguei aqui e descobri que aconteceu algo parecido, do lado do Farol, com o encontro do mar com o rio e destruiu um povoado inteiro… Barragem de rio, diminui a quantidade de água que seguia seu curso normal até o mar e, a partir do momento que acontece uma barreira nesse caminho do rio, o mar entra e, consequentemente, destrói um vilarejo inteiro. Por consequência de uma atitude humana, o próprio ser humano acaba sofrendo. Acho que a mensagem do nosso filme é essa.

Deriky: Também como parte da Mostra Ambiental, tivemos duas ações simbólicas – uma de limpeza e outra de coleta de água do rio São Francisco que, na ação, foi classificada como regular podendo se transformar em ruim. Na ocasião, o professor que coordenou a atividade deu alguns exemplos, simples até, de como isso poderia ser minimizado como saneamento básico, coleta de resíduos, manutenção de nascentes da mata ciliar, enfim. Você falando agora, lembrei que nós, enquanto cidadãos, deveríamos ficar atentos e cobrar de nossos representantes…

Yasmin Garcez: Eu acho que sim, acho que falta isso em todos os lugares, não só aqui. Acho que, politicamente, existe um movimento de não querer informar a população, isso é um interesse de manutenção de poder muito claro em todos os lugares. Então, quando a gente não tá atento ou não tá bem informado ou quando não tem uma união social, não tem como reverter esse quadro. Então acho que é fundamental cobrar sim.

Deriky: E vocês integram um coletivo que trabalha isso, né? Bora falar um pouco sobre ele, o trabalho que vocês fazem…

Yasmin: Sim, a gente tem um grupo de sustentabilidade, que é o Mudar para Preservar, que conta com uma galera bem legal e a gente tenta fazer o que tá ao nosso alcance. A gente, por questões de agenda, vai em algumas reuniões e exercícios de coleta, mas a gente também tem projetos pessoais e artísticos sobre o tema. Na verdade, tudo que a gente pode fazer artisticamente sobre isso é mais fácil. E eu tô falando sustentabilidade nesse âmbito abrangente, não só de meio ambiente, pois existe sustentabilidade nas relações, na diversidade, enfim, em tudo que compõe a diversidade.

David: Saber lidar com periferia também é sustentabilidade. Entender que você, mesmo sendo uma pessoa periférica, você pode educar o seu filho a não jogar lixo na rua. A gente estava na praia [no sábado, 30] e vimos uma menina pequenininha sair correndo, pegar uma garrafa de água para jogar no lixo. Tinham, tipo, três latas de lixo no lugar e ela saiu correndo pra jogar no lixo, achei bonito, dei os parabéns pra ela. Se a gente tiver respeito pelo lugar, seja ele de lazer ou a nossa casa ou próximo de onde a gente mora, a gente vai conseguir reverter esse quadro. A gente acredita muito na juventude. Se a gente conseguir apresentar um mundo melhor através da juventude, das crianças, a gente consegue reverter esse quadro e nesse âmbito geral que ela falou sobre sustentabilidade, esse grupo gira muito nesse sentido. Limpezas de lagoas, pessoas falando a respeito de como ser sustentável dentro das periferias, em seus pequenos hábitos diários porque isso é superimportante.

Deriky: Pra entender que não só coisas grandes, as pequenas que podem fazer diferença lá na frente ou até agora mesmo

David: Exatamente! Pensar que você pode utilizar, por exemplo, um canudo biodegradável, mas que também você pode não usar, você pode pegar o canudo e beber. É um pequeno ato, mas um canudo desse no mar, é um problema sério para uma tartaruga, para um peixe.

Yasmin: E já existe esse movimento no Rio de Janeiro, em São Paulo, não tem mais canudo de plástico.

Deriky: Nós tivemos aqui em Alagoas, em 2018, o maior evento científico da América Latina sediado pela Universidade Federal. E um dos estandes tinha como temática o Meio Ambiente, a Sustentabilidade e a Tecnologia. Um vídeo foi exibido e do que mais chamava atenção dos espectadores, a gente sempre perguntava, eles diziam: a cena da retirada do canudo do nariz da tartaruga.

David: E eles retiram toneladas do mar. Isso é impressionante! É a coisa mais descartável que existe. No Rio, a gente briga sobre isso, que não oferecem canudo. É só oferecer, você pode não querer. Você vai na lanchonete, a pessoa te dá um suco e já vem com um canudo em cima. Mas você não pode beber no copo? Pegar o copo e beber, no caso? Então, esse descarte de lixo é um dos maiores causadores de poluição nos mares, nos rios, enfim.

Deriky: Vamos agora falar de projetos além das telonas. Vocês têm algum juntos? Como está a vida de vocês nesse sentido?

Yasmin: Eu acabei a novela [Órfãos da Terra, na TV Globo] agora e, provavelmente, vou fazer outro trabalho que eu não posso dizer ainda. Mas a gente tem vários projetos juntos… Tanto em cinema, com o próprio Rapha, ou outros projetos em cinema. A gente não tem nada que consiga dizer agora o que é, mas ano que vem... coisas surgirão. Estão em andamento [risos].

David: Talvez estreie esse ano mais um longa que eu fiz, chamado Hashtag, mas o resto tá para o ano que vem.

Yasmin: Ah! Eu tenho um filme que dirigi, já estreei num festival, e vai estrear num cinema. É um documentário sobre autismo chamado Delicadeza é Azul. Já tá pronto, deve estrear no cinema. Podiam trazer pra cá, hein? [risos].

Deriky: A gente estava falando sobre essa questão da sustentabilidade, pequenas atitudes que fazem a diferença e eu lembrei do seu papel na novela Bom Sucesso. O Ramon tem ajudado bastante o Waguinho [Lucas Leto], que passou por uma situação complicada, agora está se recuperando… Esse núcleo é incrível. A Alice [Bruna Inocêncio] foi com ele na casa onde ocorreu o assalto em que ele estava, fizeram uma tentativa, não deu certo, e depois teve essa vitória, pois ela conseguiu superar… Queria que você comentasse sobre isso, uma novela, no horário nobre da TV, mostrar que isso acontece, que é real!

David: Isso é sustentabilidade, irmão! Quando a gente enquanto artista, dramaturgo, profissional que consegue comunicar com o público apresenta outra perspectiva de um ser ou uma figura que é estereotipada negativamente, socialmente, a gente tá pregando a sustentabilidade. O Waguinho é mais um jovem negro, periférico, que tem a oportunidade de apresentar outro viés que não esse que a gente já tá acostumado a ver dramaturgicamente. Colocar um negro fazendo bandido a gente tá mais que acostumado e a sociedade tá mais que acostumada. Então como que o taxista, por exemplo, vai achar diferente? É muito mais fácil a polícia parar pra ele que o taxista. Quando a gente mostra a perspectiva de que ele pode, sim, receber a oportunidade de ir para o tráfico, mas também pode querer mudar, ser outra pessoa, se apaixonar por livros e escrever, pode querer amar, a gente apresenta outra perspectiva e, automaticamente, a sociedade começa a ver o negro de outra forma. Achei muito legal também que os autores, diretores, nessa transição do personagem não tirar os dreads dele. O dread também coloca o negro num lugar estereotipado, de marginal, de drogado, de rebelde, enfim, como ainda acontece com alguns personagens na própria novela. Então é bom a gente apresentar esse outro viés através do Waguinho, mostrar que existe uma redenção e que ele pode ser uma outra pessoa. Então, essa redenção dele, assim como o Ramon, um personagem que ama e se dedica à família, poder dar esse outro olhar pro negro é um acalanto pra gente e, ao mesmo tempo, uma resposta para uma sociedade que está mais do que acostumada a ver a gente com personagens de subempregos, personagens marginalizados, enfim, uma forma sustentável de tentar equilibrar essa sociedade nossa, sabe?

Deriky: Interessante pensar nesse ponto da não mudança do visual, da imagem, pois ele é o mesmo. Em algumas ocasiões, a pessoa fica arrumadinha, meio que num padrão…

David: E o que é o padrão, né? Esse é o perigo. Eu já trabalhei em banco e, uma vez, o gerente chegou pra mim e falou que eu tinha cortar o cabelo. Perguntei o motivo e ele disse que meu cabelo ficava muito grande e é complicado pros clientes aceitarem esse tipo de coisa. Mas o meu amiguinho do lado tava com cabelo escorrido e se você pegasse pra olhar, o fio do cabelo dele era maior do que o meu. Mas o dele podia ser aceito e o meu não. Fora que eu conheço amigos que tiveram que cortar o cabelo porque no escritório de advocacia se dizia que cabelo de preto não podia ser grande, tinha que ser cabeça raspada.

Yasmin: Parece que tentam te embranquecer, né, se você alisar seu cabelo tá tudo bem ele ser grande, porque ia parecer com um cabelo de branco.

David: É, pois é, coisas, esses estereótipos reforçados que invisibilizam a gente…

Deriky: A própria novela das nove, Amor de Mãe, que estreou agora, com atores e atrizes negros em posições de destaque… Vamos torcer para que essa situação mude a cada vez mais.

David: Com certeza!

Deriky: Primeira vez de vocês em Penedo?

Yasmin: O David, sim. Eu, essa é a minha primeira vez, não só em Penedo, como no Nordeste.

Deriky: E o convite pra participarem do Circuito?

David: [risos] Na verdade foi aos 49 do segundo tempo, quando descobri que não gravava sexta e sábado, liguei pro Rapha, perguntei, ele disse que estava, eu falei: pelo amor de Deus, me leva que eu quero ir! E a gente tá na luta com o Cadeia [Alimentar] há um tempinho já.

Yasmin: Foi muito bom a gente ter vindo porque a gente agora tá com várias ideias, sabe, querendo fazer vários filmes aqui, criando roteiros, aqui é lindo demais.

Deriky: Esse ano, o tema do Enem tratou sobre cinema, democratização do acesso ao cinema, enfim. A gente tem aqui um evento de cinema, o maior evento da sétima arte em Alagoas, repleto de programação, gratuito, aberto… É cinema de graça, na praça, com acessibilidade, inclusão, para todos. Como vocês avaliam isso?

Yasmin: Maravilhoso! Achei maravilhoso. Eu não sabia. Quando eu descobri que o cinema era na praça eu falei: Meu Deus! Com qualidade, acessível, tudo muito bacana.

David: E com qualidade! Tem um sistema bem bacana. Na sexta-feira, inclusive, estávamos lá e o ar-condicionado bombando, a gente tava com frio lá dentro da sala. É uma infraestrutura muito bacana e, cara, isso é incluir o povo que não tem possibilidade de ir ao cinema, sabe?

Yasmin: E se não for na arte, vai ser em quê?

David: Do jeito que a gente tá vivendo nesse país hoje, a gente mais precisa é mostrar esperança, mostrar que pode, que dá pra fazer.

Yasmin: Mostrar as produções nacionais, incríveis, pra galera que precisa ter sonho e esperanças, meta…

David: A gente chega em lugares especiais como esse e fica pensando nas pessoas que a gente ama, que queria trazer e tal…

Yasmin: E o rio [São Francisco] tem uma força surreal. O Nordeste mesmo. Quando cheguei aqui, que entramos no carro, lá em Maceió, eu falei: o que é isso, gente, a energia aqui é muito boa. Uma força muito grande, uma raiz assim. Que a gente, na vida corrida de Rio de Janeiro, sudeste, ponte aérea, fica focado em outras coisas. Por mais que o Rio seja uma cidade praiana, e você tenha muito contato com a natureza, mais que São Paulo até, isso aqui é outra relação. E a gente queria agradecer ao convite, agradecer ao Sérgio [Onofre, coordenador geral do Circuito] parabéns para o festival e dizer que a gente torce pra voltar.

David: A gente torce para que continue, para que tenha vida longa esse festival e que outras pessoas que tenham possibilidades financeiras consigam ajudar a ser cada vez maior, porque a sociedade merece, esse pessoal daqui merece. Penedo é uma cidade histórica, que tem tudo pra evoluir cada vez mais historicamente e culturalmente. A cultura precisa sempre ser vista não como agregador, mas como fator fundamental e social. A cultura muda vidas! E saibam que vocês aqui estão mudando vidas, empregando gente, as bordadeiras aqui embaixo, tudo isso agrega valor ao lugar e eu penso em famílias, sabe? O cara sai daqui, ou lá do recôncavo baiano, e volta, tipo, já com uma formação, uma experiência, para conseguir um emprego seja aqui, na Bahia, no Rio, seja onde for. Isso tudo é cultura, a cultura faz isso.

Deriky: E só para encerrar, o que você pode adiantar do Ramon em Bom Sucesso?

Yasmin: Eu, como companheira dele, posso dizer que ele não sabe. É capaz de eu saber mais do que ele.

David: Ou seja… [risadas]. Eu sou o que grava, só isso, sério. Então, eu não sei de nada. E na real a nossa novela, isso até bom, ela tem feito tanto sucesso que as coisas estão saindo antes de a gente gravar e tá sendo até um problema. Os autores resolveram não soltar nem para gente. Para você ter uma ideia, a gente recebia antes cinco ou seis capítulos por bloco, a gente vai passar a receber três e eu recebi um e-mail a pouco que, possivelmente, a gente vai gravar aos domingos por conta disso. Então, a gente não sabe de nada mesmo, absolutamente nada.

Ações do documento