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23/01/2020 - 11h26m

Artista plástico, fruto do Cenarte, viu no Guerreiro sua fonte de inspiração

Roniekson Okobayewo constrói sua trajetória através da junção da arte com projetos sociais

Artista plástico, fruto do Cenarte, viu no Guerreiro sua fonte de inspiração

O Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa), recebe até o dia 31 de janeiro, a exposição Encontro das Águas, novo projeto de Roniekson. Foto: Júlya Rocha.

Texto de Júlya Rocha

 

Fitas coloridas, luzes, espelhos, cores e formas. O Guerreiro alagoano representa muito mais do que nos é visível. Conta histórias, molda vidas e produz arte das mais variadas, fazendo nascer novos mestres, artistas e alimentando ainda mais a sua matéria-prima: a cultura popular.

Roniekson Okobayewo, artista plástico alagoano, é mais um filho do folguedo. Com uma rica trajetória no Estado, Roniekson viu no Guerreiro uma forma de se expressar e se descobrir como artista. “Moro em São Miguel dos Campos, mas sou natural de Rio Largo. Quando eu era criança, ia para casa da minha avó, Em Rio Largo, e foi por lá que me apaixonei pelo Guerreiro. O apresso foi crescendo e comecei a pintar um Guerreiro, com um tempo, tudo que eu fazia era relacionado às manifestações folclóricas do Estado. Desde então a cultura popular de Alagoas tem um papel protagonista na minha vida”, conta o artista plástico.

Foi no Centro de Belas Artes de Alagoas (Cenarte), equipamento cultural da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que Roniekson deu o pontapé como artista. “Frequentar o Cenarte, de 2011 a 2013, foi fundamental. Eu era aluno dos cursos de pintura e artesanato, por isso que é possível perceber no meu trabalho muitas técnicas juntas. Lá conheci mestres como a Vânia de Oliveira, e descobri técnicas como a papietagem em argila crua. Foi ali que eu conheci as políticas culturais do estado, passei a participar de editais”, explica.

Dono de um talento nato, o artista plástico também difunde seu aprendizado através de iniciativas e projetos sociais. “O projeto mais recente é o livro lagoas Terra dos Folguedos , que vai será lançado no dia 6 de fevereiro. O objetivo é fazer com que as pessoas comecem a entender o que é o folclore. Se trata de uma coisa bem didática, explicando o que é o Guerreiro, seus personagens, sua indumentária, músicas. Posteriormente será lançado um documentário”, revela.

“Durante a minha trajetória já participei de várias exposições, individuais e coletivas”, conta Ronikeson, que começou a expor graças ao Edital de Exposições Temporárias aqui da Secult.  “Faço parte desde a primeira edição do projeto, o que é muito importante para os artistas da terra, já que é uma  forma que o Governo incentivar a cultura em seus mais diversos segmentos”.

O Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa), recebe até o dia 31 de janeiro, a exposição Encontro das Águas, novo projeto de Roniekson. “Esse novo trabalho é uma fusão de tudo o que eu sei fazer. Se trata muito de uma questão mitológica ligada ao mar, trazendo algumas releituras”, explica. A mostra conta com peças do artista e de alunos da Escola Municipal Esther Soares Palmeira, que fazem parte do projeto São Miguel dos Campos tem Histórias para Contar.

Exposições e projetos sociais

Casando, desde o início, a sua arte com projetos sociais, Roniekson também foi responsável pelo sucesso de exposições como “Caminhos do Barro” e “Mundaú: uma terra chamada Alagoas”.

“Caminhos do Barro: Identidade, Arte e Economia”, com curadoria de Rosiane Sanctorum, é fruto do projeto homônimo, idelizado pelo artista plástico que contou com a participação de 105 mulheres do município alagoano de São Miguel dos Campos,que produziram cerca de 300 peças em barro, que ao fim foram todas vendidas. “Se não fosse esse incentivo do Estado, eu já mais teria condições de fazer o que eu faço e ser conhecido como sou hoje”, encerra.

 

Exposições Temporárias

Incentivando e implantando atividades que visam dar uma maior visibilidade a cultura alagoana, a Secult lança todos os anos editais que buscam descobrir novos talentos e fomentar a arte no estado. É o caso dos editais de Exposições Temporárias, que seleciona, todos os anos, mostras que vêm ocupando os espaços de equipamentos culturais da Secult, oferecendo assim novas opções de lazer ao público alagoano. A edição 2020 será lançada em breve.

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