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31/05/2020 - 00h00m

Mestre do RPV comemora 100 anos de idade

Reconhecido desde 2012, Mestre Juvêncio tem uma longa trajetória com a Chegança

Mestre do RPV comemora 100 anos de idade

Chegança é um folguedo natalino alagoano com temática marítima que versa sobre temas vinculados à vida no mar.

Texto de Júlya Rocha


Nascido em São miguel dos Campos, Juvêncio Joaquim dos Santos ainda não sabia por quais águas ia navegar. Completando 100 anos hoje, residente no município de Rio Largo, Mestre Juvêncio, como é conhecido, tem muita história para contar.

Em 1940 começa a sua trajetória com a Chegança, folguedo natalino alagoano com temática marítima que versa sobre temas vinculados à vida no mar, às dificuldades como tempestades, calmarias, contrabando, brigas entre marujos e ainda as lutas entre os cristãos e os mouros infiéis, seguidores de Maomé.

Diplomado como Mestre do Registro do Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2012, Mestre Juvêncio seguiu durante seis décadas a frente da nau que leva o nome da maior cidade do Brasil. “Quis fazer uma homenagem à cidade São Paulo e ao santo, fazendo uma comparação com a grandeza e importância da Chegança”, explica o mestre que comandou a Chegança Cruzador São Paulo.

Ele relembra com cuidado que no período natalino a Chegança sempre foi um dos folguedos mais requisitados. “A população fazia questão de prestigiar as apresentações. Eu me sentia muito realizado, empreguei todo o meu tempo em conservar a Chegança da forma que sempre foi, seguindo toda sua tradição’, ressaltou.

Desde o início da sua trajetória o Mestre muito contribuiu com a cultura alagoana. Juvêncio ainda reside do município de Rio Largo onde o grupo do folguedo se faz presente.



Registro do Patrimônio Vivo de Alagoas

O registro reconhece como Patrimônio Vivo, mestres e mestras que compartilhem os conhecimentos ou as técnicas necessárias para a produção e preservação de aspectos da cultura tradicional ou popular de uma comunidade estabelecida em Alagoas nas áreas de danças e folguedos da cultura popular, literatura oral e/ou escrita, gastronomia, música, artes cênicas, artesanato, dentre outras.

 

É considerado apto a receber o registro de Patrimônio Vivo aquele que é brasileiro residente em Alagoas há 20 anos, que tenha participação comprovada em atividades culturais no mesmo período e esteja capacitado a transmitir seus conhecimentos ou suas técnicas à sociedade, de forma presencial ou por intermédio dos mais diversos meios de comunicação.

 

Uma comissão especial, composta por cinco representantes de entidades relacionadas à cultura, analisa e avalia os candidatos, segundo os critérios de sustentabilidade cultural, currículo do participante, reconhecimento na sua comunidade e por outros segmentos como transmissor e fomentador desse saber e cultura dos povos tradicionais (indígenas e/ou quilombolas).

 

Para a secretária de Estado da Cultura, Mellina Freitas, o Registro do Patrimônio Vivo de Alagoas é uma forma de reconhecer e homenagear os mestres da cultura alagoana. “É importante reconhecer esses artistas que preservam nossa cultura, repassando os seus saberes populares para as novas gerações”, disse.


 


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