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06/04/2015 - 11h36m

AL desenvolve 1º Mapeamento Cultural do Patrimônio Imaterial do Brasil

Projeto está sendo desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cultura

AL desenvolve 1º Mapeamento Cultural do Patrimônio Imaterial do Brasil

Tradicional feira nos municípios é uma das tradições das cidades alagoanas que irão contribuir com mapeamento das representações culturais do Estado; secretária Melina Freitas ressalta importância do projeto para Alagoas (Fotos: Natália Tavares e Márcio F

Giselle Vasconcelos

Alagoas está sendo o campo do desenvolvimento do primeiro Mapeamento Cultural – Inventário e Salvaguarda – do Patrimônio Imaterial. O projeto está sendo realizado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), juntamente com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A primeira etapa do projeto corresponde ao levantamento preliminar de referências culturais dos 102 municípios alagoanos. 

“Alagoas foi escolhido para fazer o projeto piloto do Mapeamento Cultural que será desenvolvido em todo Brasil. É um grande privilégio de reconhecimento da cultura alagoana”, relata a secretária de Estado da Cultura, Melina Freitas.

De acordo ainda com a secretária, o mapeamento vai contribuir com as futuras ações de políticas culturais em Alagoas. “A preservação das manifestações culturais é o nosso principal objetivo e é preciso essa catalogação para que seja estabelecida as políticas a serem empregadas”, afirma a secretária.

 

A cultura é a identidade do povo, seja em uma simples comunidade, um Estado ou uma nação. Segundo a arquiteta e técnica do Iphan Joelma Farias, o projeto tem o intuito de conhecer a história, crenças e costumes para registrar no processo de salvaguarda.

 

“O projeto do mapeamento é dividido em três etapas: a preliminar, os estudos de casos e a salvaguarda. Todo o bem registrado contempla a salvaguarda, uma maneira de preservar a cultura existente. Após dez anos do registro é feito uma reavaliação para ver se continua sendo uma prática cultural da comunidade”, explicou Joelma.

O convênio feito entre a Secult e o Governo Federal foi o financiamento por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com o investimento de R$ 1,8 milhão.

 

Para execução do projeto, foi firmado uma parceria com a Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes), que dispõe de grupos de pesquisa da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para desenvolver o inventário.

Ir aos municípios, conhecer as histórias, conversar com a população e vivenciar as tradições são os ofícios dos três grupos de pesquisas escolhidos.

O Grupo de Pesquisa Estudos da Paisagem é responsável pela região das margens do Rio São Francisco, região Norte e Zona da Mata. Já o Grupo Nordestanças foi designado aos estudos do Agreste e sertão, incluindo a Bacia Leiteira. O mapeamento na região metropolitana de Maceió ficou a cargo do Grupo de Pesquisa Representações do Lugar. 

Para a consultora de Patrimônio Imaterial do Iphan, Greice Lopes, diagnosticar um acervo imaterial é preciso ter um ato perceptivo diferenciado. “Ver com um olhar diferenciado, desvendar e explorar é preciso para extrair a essência da cultura local. Quando o acervo é material se torna mais fácil por ser algo físico, mas, quando se trata de imaterial, é preciso conhecer a história”, explicou a consultora.

 A população e as secretarias municipais de cultura podem contribuir com o mapeamento ao informar as representações culturais do município através do sitehttp://www.mapeamentoculturaldealagoas.com/.

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