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08/05/2016 - 08h30m

Artesanato do Sistema Prisional encanta moradores e turistas da região Norte

Ação faz parte da programação do Governo Presente e contemplou oito municípios de Alagoas

Artesanato do Sistema Prisional encanta moradores e turistas da região Norte

Exposição possibilita mostrar à população alagoana o artesanato produzido no sistema prisionalJorge Santos

Texto de Maysa Cavalcante

Divulgar por toda Alagoas os trabalhos artesanais produzidos pelos reeducandos do sistema prisional. Esse é um dos grandes objetivos do secretário da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), tenente-coronel Marcos Sérgio de Freitas. Buscando isso, uma exposição itinerante levou o material para sete municípios da região Norte, na 3ª edição do Governo Presente.

Os produtos chamaram a atenção do público pela qualidade das peças feitas com mão de obra carcerária. Na sexta-feira (6), a exposição esteve nos municípios de São Luiz do Quitunde, Matriz do Camaragibe, Porto Calvo e Porto de Pedras. Já no sábado (7), foi a vez de Jacuípe e Japaratinga, com um ponto fixo em Maragogi, nos dois dias. Filé, decoupagem, tornearia, marcenaria e pintura em tecido são algumas das técnicas empregadas na fabricação das peças.

De acordo com a gerente de Educação, Produção e Laborterapia, Andréa Rodrigues, mais do que uma oportunidade de vender o trabalho produzido pelos reeducandos, a exposição itinerante representa um meio de aproximar a população alagoana da realidade do sistema prisional.

“É importante que, ao lembrar das pessoas privadas de liberdade, a população tenha a ideia de que eles estão pagando por um erro, mas que durante esse tempo também podem estudar, aprender uma nova profissão. Estamos desenvolvendo muitos projetos bons no sistema, e esse é um excelente meio para divulgar isso”, disse Andréa Rodrigues.

“Geralmente, as pessoas se aproximam questionando quem produziu as peças. Quando explicamos que o trabalho é desenvolvido no sistema prisional a reação inicial é de surpresa e, posteriormente, de encanto, o que para nós é um trabalho gratificante”, disse o servidor penitenciário Josivaldo Augusto, que orienta os internos em trabalhos de decoupagem, tornearia, marcenaria e pintura.

Maria das Graças da Silva foi uma das muitas pessoas que se encantaram com a exposição. “As peças são muito bem feitas. Dá pra perceber que houve cuidado com os mínimos detalhes. Sabia que os reeducandos trabalhavam, mas não imaginava que fosse com algo tão delicado. Realmente fui surpreendida. É difícil ir embora e não comprar nada”, revelou Maria das Graças, após adquirir alguns dos produtos expostos.

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