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18/02/2016 - 11h50m

Artesanato gera renda para grupo de mulheres em Maragogi

Grupo é atendido pelo Arranjo Produtivo Local Turismo Costa Corais

Artesanato gera renda para grupo de mulheres em Maragogi

Mulheres de Fibra é uma associação atendida pelo Arranjo Produtivo Local Turismo Costa dos Corais.

Texto: Pedro Mesquita

Fotos: André Palmeira

Maragogi é uma cidade bastante conhecida pelos encantos turísticos. Neste cenário de belezas naturais, a produção de artesanato com a fibra da bananeira impressiona quem visita o local. As peças são feitas pelas Mulheres de Fibra, uma associação atendida pelo Arranjo Produtivo Local (APL) Turismo Costa dos Corais.

A realidade do grupo, formado por nove mulheres, não é fácil. A maioria concilia a criação das peças com outras atividades, leva os filhos à escola, ajuda com a produção rural – assumida pelos maridos – e trabalha fora do assentamento onde vive. Este é o caso da presidente da associação, Amara Lúcia Oliveira.

Ela é funcionária da Prefeitura de Maragogi, auxilia o marido em um pedaço de terra que eles têm e só não leva os filhos à escola, porque todos já passaram desta fase. Amara Oliveira é a líder do grupo há pouco mais de dois anos, antes disso, ocupou outras funções dentro da associação, como a gerência comercial, responsável em vender os produtos.

 

 

“O grupo da gente trabalha desde 2009. A associação legalizada mesmo, registrada, só aconteceu em 2011. Quando iniciamos, não tinha lugar para fazer artesanato, fazíamos nas áreas das casas, a gente simplesmente se juntava e fazia. Hoje, temos nossa sede e a situação mudou bastante, inclusive revezamos na produção”, explica a presidente.

Apesar da união e da parceria existente entre as mulheres, o começo não foi tão simples e fácil. Nem todas acreditavam que a nova atividade daria certo, tampouco cogitaram trocar um trabalho garantido por uma novidade. Mesmo assim, as empreendedoras resolveram correr o risco e levar o projeto a frente.

“Muitas mulheres tinham medo, largar o certo pelo duvidoso, sair das lavouras, e se não vender? Era difícil, foi muito difícil, cada um assumiu sua responsabilidade. Quando você trabalha com artesanato tem um compromisso. Além de ter os parceiros trabalhando, as pessoas que pedem, que encomendam, e você tem que fazer para manter o mercado”, conta.

“Hoje melhorou bastante a situação de quem trabalha no artesanato. Quando a gente estava na agricultura, no lote, ia conseguir ganhar mil e poucos reais por mês. Quando a gente vende bastante, na alta temporada, chegamos a um valor bom, às vezes mais de R$ 1.300. Aquelas que trabalham mais, ganham mais. Sempre estamos vendendo.”, completa.

O APL

O Arranjo Produtivo Local Costa dos Corais atende os municípios de Paripueira, Barra de Santo Antônio, Porto Calvo, Passo de Camaragibe, São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras, Japaratinga e Maragogi. Por meio de articulações, como a feita com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), foram implantadas placas de sinalização para a associação.

“Sempre tivemos o apoio do APL, nunca nos deixaram de fora, nos incentivaram, nos ajudam muito. Às vezes estamos um pouco desanimadas e o APL divulga nosso trabalho. Além disso, as capacitações deram para gente conhecimentos importantes, sobre a organização do trabalho, associativismo e gestão”, relata Amara Oliveira.

 


Uma das maiores dificuldades da associação ainda é a divulgação dos produtos. Hoje, as peças são vendidas no Hotel Angá, em São Miguel dos Milagres, Hotel Jatiúca, em Maceió, e uma loja em Maragogi. No momento, um dos objetivos das mulheres é entrar nas redes sociais.

“Estamos fazendo páginas no Facebook e no Instagram. Acredito que isso é o futuro, éramos um pouco resistentes, mas cedemos. O produto não era tão bom quando iniciamos, não sabíamos fazer nada bem-feito. Hoje, o produto tá melhor, mais bem-acabado, peças diferentes, mais valorizadas e as pessoas que vem se encantam”, afirma a artesã.

Perto da sede das Mulheres de Fibra, mas ainda dentro do mesmo assentamento, existe a Trilha do Visgueiro, um dos produtos turísticos da região e onde também trabalham alguns dos maridos das artesãs. Uma das ideias do grupo é oferecer um serviço mais completo ao turista, com café da manhã regional, oficina de artesanato e um passeio na trilha. 

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