Estado de Alagoas

Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

» Página Inicial Sala de Imprensa Notícias Entidades defendem Serra da Barriga como um patrimônio sagrado
16/10/2015 - 17h05m

Entidades defendem Serra da Barriga como um patrimônio sagrado

Secretária da Cultura recebeu representantes de órgãos e entidades que integram comitê para discutir programação do mês da Consciência Negra

Entidades defendem Serra da Barriga como um patrimônio sagrado

A Serra da Barriga, em União dos Palmares, abriga o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, primeiro equipamento do gênero no País, que reconstitui o cenário de uma das mais importantes histórias de resistência à escravidão (Fotos: Divulgação)

Teresa Machado

A Comissão Mista Organizadora das Atividades do Dia da Consciência Negra se reuniu, na manhã desta sexta-feira (16), para discutir a programação do evento e as demandas sociais da comunidade da Serra da Barriga. A secretária de estado da Cultura, Mellina Freitas coordenou a reunião que contou com a participação da presidente da Fundação Cultural Palmares, Cida Abreu, e demais representantes de órgãos e entidades civis que compõem o comitê encarregado.

“Durante a reunião, nos comprometemos a elaborar juntos o plano integrado de atividades para o 20 de novembro. A participação ativa de todos os movimentos sociais é de fundamental importância para a construção de atividades perenes na Serra da Barriga, que é um símbolo de liberdade único, singular e que merece políticas públicas afirmativas permanentemente. Nossa missão é dar vida  a este patrimônio mundial e despertar o sentimento de pertencimento por parte do povo brasileiro, e em especial do povo alagoano”, declarou Mellina Freitas.

Celebrado no dia 20 de novembro, o dia da consciência negra comemora o grito de liberdade, simbolizado pela figura de Zumbi dos Palmares, símbolo de luta e resistência à escravidão. A presidente da Fundação Cultural Palmares, Cida Abreu, ressaltou a necessidade de tratar a Serra da Barriga como um patrimônio sagrado, onde devem ser realizadas atividades de reflexão e debate em torno da cultura dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana. “A celebração do 20 de novembro é um momento para refletir, promover rodas de conversa e oficinas e expor a cultura negra”, ressaltou.

 

A comissão fez um avaliação do evento realizado nos anos anteriores no município de União dos Palmares, debatendo logística, envolvimento dos municípios da região e questões sociais. “Este ano, iremos apresentar uma vasta programação para a celebração dessa data histórica” afirmou a titular da pasta. Para Mellina Freitas, fomentar estratégias culturais e consolidar ações para a comunidade negra e de matrizes africanas são as pautas para o mês da Consciência Negra.

“As questões sociais de matriz africana devem ser tratadas como questões de governo. Neste sentido, o Governo do Estado está preparado para apoiar as ações de união e integração entre as comunidades, com vista ao desenvolvimento e inclusão social. Esse debate deve ser permanente, as discussões desse encontro devem ter continuidade durante todo o ano, para que sejam realizadas ações efetivas e voltadas às necessidades reais dos alagoanos”, concluiu.

Serra da Barriga – Quilombo dos Palmares 

O Quilombo dos Palmares foi o mais importante das Américas e de maior resistência à escravidão e ao domínio português. Tornou-se então uma autêntica comunidade livre.  Em pouco tempo, o Quilombo dos Palmares se transformou num verdadeiro “refúgio da liberdade”, acolhendo escravos fugidos, brancos-pobres e indígenas fugidos da escravidão dos engenhos e fazendas. Nesta verdadeira cidade viveram cerca de 20 mil pessoas (correspondendo assim a 20% da população total à época. 

A Serra da Barriga, em União dos Palmares, abriga o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, primeiro equipamento do gênero no País, que reconstitui o cenário de uma das mais importantes histórias de resistência à escravidão ocorridas no mundo: a história do Quilombo dos Palmares – o maior, mais duradouro e mais organizado refúgio de negros escravizados das Américas.

Ações do documento