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03/02/2016 - 12h25m

Secult promove oficina de arte e baile de máscaras para socioeducandos

Atividades fazem parte do projeto Cultura Socioeducativa

Secult promove oficina de arte e baile de máscaras para socioeducandos

Na próxima quinta-feira (4), a Unidade de Internação Masculina também receberá a atividade. (Foto: Ascom/Secult)

Jovens das Unidades de Internação Feminina participaram, nesta terça-feira (2), de oficinas de arte promovidas pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com a Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev), através da Superintendência de Medidas Socioeducativas. A iniciativa faz parte das atividades do projeto Cultura Socioeducativa, que propõe capacitar e inserir os adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas no universo cultural.

Durante o mês de janeiro, os jovens que cumprem medidas socioeducativas nas unidades de internação em Alagoas participaram de oficinas de máscaras de carnaval e Bumba Meu Boi. Para finalizar o curso, jovens da Unidade de Internação Feminina, localizada na Serraria, participaram, nesta terça-feira (2), do baile de carnaval, onde apresentaram e desfilaram o material produzido, ao som da Orquestra Meninos de Ouro. Na próxima quinta-feira (4), a Unidade de Internação Masculina também receberá a atividade.

De acordo com o superintendente de Formação e Difusão Cultural, Edlúcio Donato, o projeto é uma maneira de tirar os jovens infratores da ociosidade e ocupar a mente com atividades culturais. “Já realizamos várias oficinas em 2015 e estamos dando continuidade em 2016 às atividades nas unidades de internação. A cultura é uma ferramenta fundamental para a ressocialização desses jovens e combate a criminalidade”, disse Donato.

Para a psicóloga da Unidade de Internação, Monysy Sarmento, “é muito positivo o trabalho de levar a cultura para dentro da Unidade de Internação Feminina, mostrando a as adolescentes que é possível curtir e brincar longe dos fatores de risco que o mundo lá fora oferece para elas". 

A professora e artesã Vânia Oliveira, Patrimônio Vivo de Alagoas, mergulhou no projeto e interagiu com as meninas. “É através dessa demonstração de cultura que a gente pode recuperar essas adolescentes. A cultura, a arte, tira qualquer pessoa da marginalidade, basta a gente colocar pra frente”, disse a mestra.

“É muito bom ter essa atividades sendo realizadas aqui. Estou gostando muito e aprendendo bastante”, disse E.G., interna de 16 anos.

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