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07/11/2017 - 20h45m

Uso da cor como ferramenta da narrativa é tema de oficina no Circuito Penedo de Cinema

Atividade comandada por Marcelo Cosme teve início nesta terça e segue até quinta-feira

Uso da cor como ferramenta da narrativa é tema de oficina no Circuito Penedo de Cinema

A atividade, realizada na Casa da Aposentadoria, contou com diversos interessados em conhecer mais sobre o assunto e seguirá com aulas até esta quinta-feira (9). Foto: Paulo Accioly

Texto de Deriky Pereira

Na manhã desta terça-feira (7), a programação do Circuito Penedo de Cinema deu início às oficinas. Uma delas foi ministrada por Marcelo Cosme e se intitula O Uso da Cor como Ferramenta da Narrativa. A atividade, realizada na Casa da Aposentadoria, contou com diversos interessados em conhecer mais sobre o assunto e seguirá com aulas até esta quinta-feira (9).

Uma delas foi a estudante de Turismo da Unidade de Penedo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Andreza Cordeiro. Ela, que está no 8º período do curso, disse que se inscreveu na atividade por gostar de fotografia e por achar bonita a questão de ações ligadas ao audiovisual. Contou, ainda, que essa foi a única oficina na qual conseguiu inscrição e vem se surpreendendo com os conteúdos apresentados.

“Esse primeiro dia foi mais técnico, sobre a questão da câmera em si, resolução, a função da cor dentro da fotografia e isso já me ajuda também na questão da captação de cor. Ele [Marcelo Cosme] explicou que não muda muito na questão da câmera, mas da lente - o que realmente importa, por exemplo. E ao longo dos dias, será focada a questão da cor dentro da filmagem e da fotografia em si, além de explicar a função da cor quando eu quero dar um sentimento de suspense, por exemplo, então eu gostei muito do que vi aqui”, afirmou.

O colorista Marcelo Cosme explicou que, neste primeiro dia, deu foco em teoria das cores e no modo como as câmeras trabalham, no benefício de cada uma e o que é necessário levar em consideração quando se vai idealizar a captação da imagem. Nos próximos dias, a oficina vai ficando mais prática, até chegar no encerramento. “Amanhã, o foco vai ser em como utilizar softwares e equipamentos do dia a dia de um colorista como ferramentas e o terceiro dia, será focado na imersão da cor como narrativa, pegando o que o pessoal aprendeu nos dois primeiros dias e como conseguir colocar isso em prática”, explicou Marcelo.

Ele disse ainda que não se considera um professor ou palestrante, mas um profissional que resolveu compartilhar alguns conhecimentos e, por conta disso, vem “plantando uma sementinha” para voltar a ver o audiovisual com uma melhor qualidade. O colorista também fez uma crítica ao modo “faça rápido” que algumas produções vêm ganhando nos últimos tempos. “Difícil você ver alguém sentado, estudando em ver como fazer aquela coisa. Hoje é muito ‘eu vou ligar a câmera e fazer’ quando é legal ter uma base correta, saber como foi feito, para ter um material melhor entregue a um festival, emissora de TV, exibição em cinema”, complementou.

Cosme, que participa do Circuito pela segunda vez, comemorou o fato de esse ano ter conseguido mais tempo para aplicar sua atividade. “Ano passado foram quatro horas, esse ano, essas quatro horas se tornaram doze, então eu consegui triplicar o material que trouxe, esse está bem mais completo. Não sei se ano que vem vou estar aqui, mas no local em que eu for apresentar, acredito que vou ter mais informações, visto que ao dar aula, eu também aprendo, a gente faz uma troca de conhecimentos e isso pra mim é maravilhoso”, destacou.

Realização

O Circuito Penedo de Cinema acontece até o dia  11 de novembro em Penedo e é realizado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult), e pelo Instituto de Estudos Culturais, Políticos e Sociais do Homem Contemporâneo (IECPS), com patrocínio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e da Prefeitura de Penedo.

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