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01/07/2019 - 17h47m

Xique Xique é tricampeão no III Festival de Coco de Roda de Alagoas

O evento movimentou a última semana no bairro do Benedito Bentes

Xique Xique é tricampeão no III Festival de Coco de Roda de Alagoas

Depois de cinco dias de competições, o grupo Xique Xique, com o tema “Cada um do seu jeito”, ganhou pela terceira vez o Festival.

Texto de Júlya Rocha

 

Onde se canta o coco o salão estremece. Seja no trupé, na alegria do cantar ou na exuberância das vestimentas, o coco de roda alagoano, deixa sua marca por onde passa. Folguedo alagoano, Patrimônio Imaterial, considerado um das danças mais tradicionais da cultura no Estado, a dança ganha cada vez mais espaço e  incentivo  na sua terra. Isso se deve ao fato de que o Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), vem realizando políticas públicas para que o coco seja mais valorizado e ganhe o destaque merecido.

O III Festival de Coco de Roda de Alagoas foi a prova desse trabalho, que vem mobilizando grupos e torcidas por três anos consecutivos. A força do folguedo vai muito além da batida estrondosa dos pés e dos tambores. Durante a última semana, de 26 a 30 de junho, o Festival arrastou centenas de pessoas para o estacionamento do Pátio Shopping Maceió, local onde aconteceu a sua terceira edição que foi inserida na programação do São João das Alagoas, uma realização do Pajuçara Sistema de Comunicação (Pscom), que contou com shows artísticos abrindo as apresentações dos grupos de coco de roda.

 "Foram cinco dias de um evento grandioso. O Festival já se consagrou no calendário cultural alagoano. O Coco é tradição nossa, genuína. Por isso emociona. Estamos muito felizes com esse tri-campeonato , que nos estimula cada vez mais a difundir essa arte", disse Nilton Rodrigues, presidente do grupo Xique Xique, vencedor das três últimas edições.

Para a secretária de Estado da Cultura, Mellina Freitas, a realização do Festival ajuda a preservar as raízes alagoanas. “Não poderíamos deixar de apoiar mais uma vez esses grupos que representam perfeitamente a cultura de Alagoas. O Festival foi um sucesso nas duas primeiras edições e dessa vez não foi diferente. É uma festa linda, que é pensada para toda a família trazendo praça de alimentação e espaço infantil para que todo mundo possa aproveitar”, disse a titular da pasta.

Depois de cinco dias de competições, o grupo Xique Xique, com o tema “Cada um do seu jeito”, ganhou pela terceira vez o Festival. “Os seis grupos que participaram da final foram selecionados a partir da etapa Sesc, etapa municipal, e por último pela etapa estadual, onde disputaram as seis primeiras colocações”, explicou o produtor do Festival, Marco Antônio. Os grupos Los Coquitos, Reviver, Reis do Cangaço, Sensashow e Forró Nordestino ocuparam as colocações do 2º ao 6º lugar, respectivamente. Todos os finalistas receberam troféus e premiações que totalizaram R$ 15 mil.

Com os critérios de coreografia, animação, figurino, bateria e cantador, a comissão julgadora estava de olhos atentos aos detalhes que na etapa final foram bastante decisivos. “Foi uma honra fazer parte desse festival como jurada. Julguei a parte de coreografia e o nível dos grupos é altíssimo. É uma festa linda, que valoriza o coco de roda que é tão representativo em Alagoas”, disse Isabelle Rocha, jurada responsável pela parte de coreografia.

Para Tayrone Feijó, presente na plateia, o Festival é um evento que mobiliza a população a valorizar a cultura alagoana. “Eu sempre gostei de coco de roda, nunca dancei, mas procuro sempre acompanhar. Fui às duas primeiras edições do festival e não poderia faltar nessa. Sou morador do Benedito Bentes e fiquei bem feliz de saber que este ano o festival aconteceria aqui, já que não temos muitas opções culturais na região. É um evento muito organizado e a animação é bonita de se ver”, disse.

A expectativa do festival sempre rodeia os grupos participantes, que, na maioria das vezes, conhecem a dança em projetos de escolas ou através de familiares, como herança. “Participar do festival é importante, ganhando ou não, é algo que representa a nossa gente, a nossa história, mantém viva a tradição. A gente trabalha pra ganhar, mas a felicidade está presente independente da colocação”, disse Cícero Vieira, representante do grupo Sensashow, que este ano ficou em 5º lugar.

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